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Os primeiros dias do fandom de ASOIAF e Game of Thrones

2019.08.04 02:52 altovaliriano Os primeiros dias do fandom de ASOIAF e Game of Thrones

Link: https://bit.ly/2KtExQJ
Autora: Alyssa Bereznak
Título original: The Last Popular TV Show (How game of Thrones became the last piece of monoculture)

Padraig Butler não se lembra exatamente quando se tornou Deus-Imperador da Brotherhood Without Banners. Nos últimos 18 anos, o gerente demeteorologia aeronáutica de 43 anos fez uma peregrinação anual à Worldcon, a convenção de ficção científica e fantasia, para celebrar o trabalho de George R.R. Martin, autor de As Crônicas de Gelo e Fogo. E foi quase 18 anos atrás, quando ele viajou pela primeira vez de sua cidade natal, Dublin, na Irlanda, para a Filadélfia, que começou a jornada até Imperador-Deus.
Segundo a história, a recém-criada organização - batizada em homenagem a um grupo fora da lei na série de livros - organizou uma festa em homenagem a Martin. Depois de uma noite de bebedeira, um fã bem satisfeito, conhecido em fóruns online como Aghrivaine (e cujo nome real é David Krieger), presenteou o autor com uma espada e pediu para ser armado cavaleiro. O autor concordou sob uma condição: que Krieger e os outros foliões se juntassem a ele em uma "missão" às 1 da manhã ao Pat’s King of Steaks. Naquela noite, depois que cerca de 20 membros da BWB encheram seus estômagos com a comida local, eles foram apelidados de Cavaleiros do Cheesesteak.
Nos primeiros anos do clube de fãs do livro, quando o tamanho dos encontros da Brotherhood Without Banners ainda era administrável, esses títulos voltados para a comida se tornaram um símbolo de honra. (Os Cavaleiros da Poutine, os Cavaleiros do Deep Dish, os Cavaleiros do Haggis e, lamentavelmente, os Cavaleiros da Lixeira). Por decreto de Martin, foram acrescentadas outras honras para reconhecer a participação. Um membro que tivesse participado de pelo menos três grandes encontros da BWB seria apelidado de lorde. Depois das cinco, um príncipe. E depois de sete, rei. Butler já esteve em 16 Worldcons e cerca de 100 outras convenções relacionadas a Thrones e confraternizações pertinentes, protegendo seu reino há muito tempo por meio de seu título de cavaleiro do Cheesesteak. "Eventualmente perguntaram a George, de que chamaremos Padraig agora?" Butler lembra. "Ele disse: ‘É isso. Ele é um rei. Ele vai ficar rei até que alguém o remova do trono’”. Butler não tem planos de parar. "Agora as pessoas apenas dizem: 'Você é o Imperador-Deus'".
Butler visitou um total de 12 países e quatro continentes para se encontrar com seus companheiros de estandarte, construindo uma rede social internacional digna de um líder mundial consagrado. E graças a uma junção de tecnologia e entretenimento, a série de livros indie pela qual ele se apaixonou nos anos 90 se tornou uma espécie de passaporte cultural, tanto uma razão para ver o mundo quanto uma maneira de se conectar com as pessoas que o compõem.
Ao longo dos anos, ele também assistiu com admiração quando Game of Thrones explodiu e se tornou uma peça onipresente da cultura pop diante de seus olhos. Um dia, ele embarcou em um trem e viu vários passageiros lendo os livros de Martin. Então ele olhou para cima para ver outdoors gigantes anunciando a data de estréia da adaptação da HBO. Eventualmente, seus colegas no aeroporto começaram a discutir o programa como uma fonte de turismo. (Uma atração de 110.000 pés quadrados chamada Game of Thrones Studio Tour será aberta na Irlanda na primavera de 2020.) Depois de quase 20 anos celebrando a série, e vendo-a se transformar em best-seller, programa de televisão, universo estendido e a potência da propaganda, ele ainda acha difícil processar o alcance da franquia. "É tipo: Nossa, isso está em toda parte agora."
[...]
Em 1997, Linda Antonsson estava dando uma olha sua livraria local em Gotemburgo, na Suécia, quando se deparou com uma versão em brochura de A Guerra dos Tronos, de George R.R. Martin. Era o primeiro item no que o autor previa ser uma trilogia intitulada As Crônicas de Gelo e Fogo, e contava a história de várias grandes casas disputando o poder nos continentes fictícios de Westeros e Essos, contada a partir da perspectiva de um punhado de personagens interessantes. O livro tinha sido lançado no ano anterior sem muito alarde. "Realmente não fez sucesso quando saira em capa dura", lembra Antonsson. Mas quando ela começou a ler, foi fisgada.
Ninguém mais que ela conhecia havia lido o livro, então ela se voltou à internet em busca de outros fãs de Martin - o que era uma experiência relativamente nova nos anos 90. "Eu lia muita fantasia, mas nunca tive ninguém com quem conversar sobre fantasia", ela me disse. "Eu tinha todas essas coisas que queria discutir e ninguém para conversar." Os cidadãos suecos não conseguiram adquirir suas próprias conexões dial-up até 1995; antes disso, Antonsson ocasionalmente fazia o acesso no centro de informática de sua universidade, onde estudava arqueologia clássica. Quando ela finalmente conseguiu sua própria conexão à Internet, ela navegou de bulletin board em bulletin board, debatendo desde a trilogia O Senhor dos Anéis, de J. R. R. Tolkien à série de livros A Roda do Tempo, de Robert Jordan. “Era um mundo incrível para se entrar, para poder encontrar todas essas pessoas que compartilhavam seu interesse sobre essas coisas que pareciam bem obscuras.”
Através desses primordiais fóruns da internet, Antonsson também descobriu o ElendorMUSH, um RPG multijogador baseado em texto que simulava o ambiente da Terra Média descrito nos romances de Tolkien. (O termo MUSH significa “alucinação compartilhada por vários usuários” [multi-user shared hallucination]. Isso foi antes de World of Warcraft, quando os computadores não tinham placas gráficas poderosas e os jogadores tinham que usar sua imaginação). Foi lá, na “cultura” que Antonsson havia se juntado, que ela conheceu Elio García. Na época, García estudava literatura inglesa e história medieval na Universidade de Miami. E os dois passaram os últimos anos analisando os detalhes mais sutis da Terra Média em árvores de discussão da Usenet, as precursoras dos fóruns on-line. Depois de terminar A Guerra dos Tronos, Antonsson convenceu o cético García a lê-lo também.
Logo eles estavam navegando juntos. Em 1998, a internet estava sendo amplamente usada como um utilitário de busca de informações em vez de uma rede social. Mas com a ajuda de algumas pesquisas no AltaVista, os dois encontraram tantos fóruns de fãs de A Guerra dos Tronos quanto puderam. Entre seus resultados estava Dragonstone, que García lembra ter sido executado via uma conexão de internet instável na Austrália; Harrenhal, que foi construído sobre a plataforma de serviços web Angelfire da Lycos (quee de alguma forma ainda existe hoje); e um fórum chamado Canção de Gelo e Fogo, dirigido por um usuário chamado “Revanshe.” Isso foi na época em que o mundo do entretenimento estava começando a entender o poder de marketing de mitos na internet. E, ao fuçar os fóruns de fãs dedicados à série Wheel of Time, Antonsson havia testemunhado em primeira mão como pistas e pontos da trama não resolvidos motivavam conversas. Ela viu o mesmo fervor se desdobrando com ASOIAF.
"Algumas das maiores e mais intensas discussões sempre foram sobre mistérios", disse Antonsson. "O primeiro tópico que eu lembro de ter lido no fórum de Pedra do Dragão foi a discussão sobre a paternidade de Jon e as poucas pistas que existiam depois do primeiro livro."
O fórum ASOIAF de Revanshe acabou se tornando grande em 1998, acumulando o que García estimava em cerca de 1.000 usuários regulares. Quando chegou a hora de Revanshe ir para a faculdade de medicina, ela passou o site para García, que já havia se tornado um moderador.
Enquanto isso, García e Antonsson estavam planejando começar seu próprio jogo MUSH em Westeros. Para garantir uma representação fiel, eles colocaram sua formação acadêmica em prática e tornaram-se geologistas, botânicos, zoólogos, antropólogos e historiadores autônomos de Westeros, registrando todos os fragmentos de dados que poderiam extrair de de Guerra dos Tronos em um documento do Microsoft Word chamado “The Concordance”. Eles compartilharam o banco de dados no fórum ASOIAF, pavimentando o caminho para a fundação da enciclopédia on-line feita por fãs, que hoje é conhecida como A Wiki of Ice and Fire. A wiki, que seria desenvolvido alguns anos depois, é composto de 23.081 páginas de conteúdo e passou por 236.642 edições desde o seu lançamento. Também inspirou a fundação de 11 sites irmãos em idiomas estrangeiros.
Observando os fóruns de fãs da Roda do Tempo, eles também estavam cientes de que a correspondência com os autores era freqüentemente perdida em tópicos separados. Então foi nessa época que eles começaram a registrar as entrevistas de Martin, e-mails, respostas em fóruns e postagens em blogs pessoais. (Naquele ano eles fizeram seu primeiro momento de contato com o autor, para pedir permissão para fazer o jogo MUSH. Meses depois, ele concordou, e os dois ainda tocam o A Song of Ice and Fire MUSH como um projeto paralelo).
O crescimento constante dos seguidores on-line de Martin - emparelhado com seu envolvimento na cena de ficção científica e fantasia desde os anos 1970 - gerou uma quantidade razoável de novidades para o segundo fascículo da série de Martin, A Fúria dos Reis. "Martin não pode rivalizar com Tolkien ou Robert Jordan, mas ele se qualifica com perfeitos medievalistas de fantasia como Poul Anderson e Gordon Dickson", escreveu um Publisher's Weekly cautelosamente otimista. À época, Peter Jackson estava se preparando para filmar a trilogia de filmes de O Senhor dos Anéis, e produtores e cineastas que viam potencial no gênero de fantasia começaram a sondar Martin pelos direitos de sua história. (Ele hesitou, convencido de que sua história nunca poderia ser esmagada no formato de filme).
Foi quando a coisa entre García e Antonsson ficou séria em mais de uma maneira. Por dividirem o gosto por Tolkien, Jordan e Martin, um romance floresceu e, alguns meses depois de Fúria ser lançado, García se mudou para a Suécia. Todos com quem eles conversaram sobre a série estavam apaixonados por ela. “Nós tínhamos alguns proselitistas que falavam em arremessar os livros em amigos, familiares, colegas de trabalho, etc.”, disse García por e-mail. “E foi tudo muito orgânico. A Random House não passava seu tempo vasculhando maneiras de nos vender ou fazendo com que trabalhássemos para eles, os fãs só fizeram isso porque gostavam”.Encorajados pelo fato de o livro inicial não ter sido o único, eles lançaram o site Westeros.org, reunindo os fóruns que herdaram, os dados de “The Concordance” e seus registros dos declarações públicos de Martin. Começou como um projeto paralelo executado em um servidor miudo em casa, enquanto continuavam a perseguir seus respectivos objetivos acadêmicos. Mas, eventualmente, se tornaria a principal fonte de análise e informação sobre o universo, seu autor e tudo mais.
Enquanto isso, a série de Martin continuou atraindo mais leitores e tornando-se mais difícil de lidar. O manuscrito de seu terceiro livro, A Tormenta de Espadas, tinha 1.521 páginas, e alguns editores não conseguiram manter tudo em um volume. Mas seu apoio entre a comunidade on-line da fantasia ficou mais forte do que nunca, e a Publisher’s Weekly chamou esse fascículo de “um dos exemplos mais gratificantes de gigantismo na fantasia contemporânea”. Quando foi lançado em 2000, estreou em 12º lugar na lista de best-sellers do New York Times.
No momento em que Martin lançou O Festim dos Corvos em 2005, ele garantiu seu lugar como o proeminente escritor de fantasia da década. O livro chegou ao topo da lista de best-sellers do New York Times e a Time o apelidou de "o Tolkien americano". Mas ele também se deparou com os mesmos problemas com Festim que com Tormenta. Sua solução foi dividir Festim em dois e contar a história de apenas metade dos personagens, em vez de metade da história de todos os personagens. Ele explicou tudo no post scriptum do quarto livro, logo após um final instigante. "Olhando para trás, eu deveria ter antevisto", escreveu Martin em seu site pessoal em 2005. "A história faz suas próprias demandas, como Tolkien disse uma vez, e minha história continuou pedindo para ficar maior e mais complicada."
O que pode ter sido uma limitação editorial frustrante para Martin foi uma fonte quase enlouquecedora de suspense para sua crescente base de fãs. Depois de esperar cinco anos entre o terceiro e o quarto livro, os leitores ainda ficaram imaginando o destino de favoritos como Jon Snow, Tyrion Lannister e Daenerys Targaryen. O próximo fascículo seria lançado em 2011, seis agonizantes anos depois. E foi durante esses períodos de silêncio, quando os fãs não tinham material novo com o qual se ocupar, que eles começaram a se concentrar em criar os seus próprios. "Não tenho certeza se a popularidade que antecede os livros poderia ter acontecido se os livros tivessem saído muito rapidamente", disse Antonsson. “Ter tempo entre uma série de livros é o que alimenta a discussão nas comunidades. Dura mais”.
O acesso digital e as plataformas sociais estavam evoluindo para apoiar esses tipos de obsessões. Entre 1995 e 2005, o uso global da Internet aumentou de 44,4 milhões de usuários para 1,026 bilhão. Plataformas simples para blogs, como LiveJournal, WordPress e Xanga, tornaram mais fácil para as pessoas iniciarem blogs pessoais e compartilharem suas ideias sobre qualquer coisa, independentemente de quão arbitrárias ou específicas. E as primeiríssimas redes sociais da web, incluindo o MySpace e o Facebook, estavam na infância, assim como o conceito de podcasting.
Enquanto Martin continuava atualizando sua base de fãs através de um LiveJournal chamado Not a Blog, seus fãs adoradores lidavam com sua impaciência de formas cada vez mais criativas. A maioria preferiu vasculhar os fóruns de Westeros.org ou Tower of the Hand, onde puderam analisar todas as teorias possíveis em torno de cada enredo e propor suas próprias. Uma facção de leitores impacientes se separou para formar uma comunidade ressentida conhecida como GRRuMblers. O fundador do site Winter Is Coming, Phil Bicking se agarrou a um anúncio de 2007 de que a HBO adquirira os direitos da série As Crônicas de Gelo e Fogo, e redirecionou sua energia para um site do Blogger que registrava o elenco, as filmagens e a produção da série. Mesmo antes de o piloto ter sido filmado, os fãs no site de Bicking começaram a tratar os anúncios do elenco como mistérios não resolvidos. Como um colunista de fofoca, Martin iria postar dicas sobre quem foi escalado para determinado papel em seu blog, para alimentar a chama. "Então a base de fãs passaria dias debruçado sobre aquilo, tentando desvendar o teste", disse Bicking. “Nós descobrimos todos eles. Fiquei chocado que as pessoas foram capazes de descobrir até mesmo Isaac Hempstead Wright, que interpreta Bran, e estava em um comercial antes disso”. Bicking se lembra de ter começado dois tópicos separados para discutir rumores e vê-lo ser encher com quase 1.000 comentários cada um. “Então, eu fiquei tipo: 'OK, eu tenho aqui uma comunidade dedica e de bom”, disse ele. A grande imprensa estava tomando conhecimento". Algum programa de TV recente gerou mais entusiasmo on-line, sendo que nem mesmo é um programa de TV?", perguntou o The Hollywood Reporter em 2010.
Quando a HBO estreou Game of Thrones em 2011, Martin já era famoso. Ele havia vendido mais de 15 milhões de livros em todo o mundo, fora retratado pelo The New Yorker e poderia levar sua legião de adoradores e haters ao frenesi com uma simples foto de férias postada em seu LiveJournal. Tudo isso significava que, quando o programa estreou em 17 de abril, ele se saiu bastante bem segundo os padrões de televisão. Cerca de 2,22 milhões de pessoas assistiram à estreia, o que foi menos do que o número de espectadores conquistados por Storage Wars da A&E e por The Killing da AMC, e mais do que Khloe & Lamar do E!.
Ainda assim, a crítica o recebeu de forma foi irregular. Embora muitos analistas tenham elogiado a capacidade da HBO de estabelecer um palco exuberante e cativante para a história complexa e abrangente de Martin, outros a consideraram um sinal de declínio da rede. Slate o chamou de “lixo de fantasia semi-medieval e repleto de dragões”. O New York Times o descreveu como “drama em traje de época com pingue-pongue sexual”. Em uma fala indicativa de uma conversa muito maior sobre a legitimidade da cultura nerd e sua perceptível falta de inclusão de gênero, a crítica Ginia Bellafante detonou o show por glorificar “a ficção infantil paternalmente acabou atingindo a outra metade da população”, e concluiu que “se você não é avesso à estética de Dungeons & Dragons, a série pode valer a pena”.
Enquanto isso, os servidores da Westeros.org estavam caindo. A agitação que antecedeu a estreia do programa deixou García e Antonsson com cerca de 17.000 membros registrados no Westeros.org. Mas o casal estava totalmente despreparado para a onda de interesse que se seguiu à estréia da série. Na noite em que foi ao ar, o site foi torpedeado pelas buscas do Google, e os dois cuidavam de seu único servidor como um recém-nascido com cólica. Para desviar o fluxo de tráfego, García ajustou o site para que apenas os membros registrados pudessem ver as postagens. "Eu imaginei que isso impediria as pessoas de entrarem", disse ele. No dia seguinte, ele acordou com 9.000 novas solicitações de conta. García passou horas aprovando manualmente os recém-chegados. A espera entre o terceiro e o quarto romance estimulou um aumento lento e constante de fãs, talvez um ou dois mil membros por ano entrando no fórum. Mas com a chegada do programa de TV, eles poderiam acumular vários milhares em um único dia. "Foi impressionante", disse García. “Os membros do nosso fórum chamaram a onda de novas pessoas de 'The Floob' - uma enxurrada de noobs.” Foi nessa época que García e Antonsson abandonaram suas atividades acadêmicas para se concentrarem no site em tempo integral.
Embora o casal tenha perdido alguns dos dados do número de visitantes dos primeiros dias, Antonsson lembra-se de ter assistido a vazão e o refluxo do tráfego em A Wiki of Ice and Fire quando os recém-chegados reagiram aos principais pontos da trama da primeira temporada. Esses picos foram particularmente pronunciados no episódio 9, quando o herói do programa, Ned Stark, foi executado inesperadamente. “Logo após o episódio terminar, todo mundo foi até a página de Ned Stark para checar: Ele está bem? Né?” - lembrou Antonsson. (Ele não estava.) O final da temporada do show foi assistido ao vivo por cerca de 3,04 milhões de lares - cerca de 820 mil a mais do que a estréia. A primeira temporada mais tarde viria a ser indicada para 13 Emmys e ganharia dois, para Melhor Design de Abertura e para a performance de Peter Dinklage como Tyrion na categoria Melhor Ator Coadjuvante em série dramática. Ao matar o herói de Westeros antes mesmo que a temporada terminasse, Benioff e Weiss chocaram seus espectadores menos maduros, agradaram os superfãs dos livros e plantaram uma semente de curiosidade que sustentaria a série ao longo dos próximos oito anos.
O que García e Antonsson testemunharam em seu site naqueles primeiros dias se assemelhava à conversa em duas frentes de Game of Thrones que logo surgiria na mídia e na internet como um todo. Depois de cada novo episódio televisivo, aqueles que não leram os livros (agora presumivelmente na casa dos milhões, tendo em conta a audiência do programa) correm para a Internet em busca de contexto, enquanto os leitores de livros (também uma base crescente) riem de diversão e depois analisam as diferenças entre o show e o cânone. Essa “camada paralela” de conversação, como a T Magazine do New York Times a chamou, pode ao mesmo tempo fornecer aos recém-chegados uma melhor compreensão do universo de Westeros e permitir que os veteranos testassem seu conhecimento detalhado do cânone em contraste com o show.
[...]
E há o Deus Imperador Butler. Embora o programa esteja chegando ao fim e não esteja claro se ou quando os livros remanescentes de Martin serão publicados, a comunidade que ele aprecia sobre Thrones continua viva. Em agosto, muito depois do final da série, ele participará de sua 17ª reunião da Brotherhood Without Banners na Worldcon em Dublin. "Seria meio triste não ir", disse ele.
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2018.01.24 18:19 bt22coin HEALTH SAÚDE Uma rede P2P de Saúde de armazenamento de registro médico

HEALTH SAÚDE Uma rede P2P de Saúde de armazenamento de registro médico v 0.1 Rogerio H. Berlanda Novembro 2017
1.0 Prefácio Seguindo a tecnologia de uma nova era entre sistemas e banco de dados e ativos eletrônicos ou dinheiro eletrônico ponto a ponto versão de um sistema de pagamentos que hoje revoluciona nossa economia como dito por Satoshi Nakamoto seja ele um grupo ou assim como nós um cidadão comum:
“Uma versão puramente p2p de dinheiro eletrônico pode permitir o envio de pagamentos online diretamente de uma parte para outra sem ser através de uma instituição financeira. Assinaturas digitais providenciam parte da solução, mas os maiores benefícios são perdidos se um intermediário confiável ainda for necessário para prevenir o gasto duplo. Nós propomos uma solução para o problema de gasto duplo usando uma rede p2p. A rede carimba uma data as transações codificando-as em uma corrente contínua de prova de trabalho baseada em codificação formando um registro que não pode ser modificado sem que a prova de trabalho seja refeita. A maior corrente não apenas serve como prova de sequência de eventos testemunhados, mas a prova de que eles irão gerar a maior corrente e ultrapassar os atacantes. A rede em si requer uma estrutura mínima. Mensagens são distribuídas na base da melhor forma possível, e os nós podem sair a vontade, aceitando a corrente com a maior prova de trabalho como prova do que aconteceu enquanto ele esteve fora.”
O que muitos não sabem é que a tecnologia por trás disso é a grande revolução BLOCKCHAIN é um sistema que cria uma corrente de dados imutável e segura.
Com isso, resolvemos criar uma solução dentre a cadeia e todo sistema de saúde já existente. Nossa ideia é otimizar trabalho e tempo, e também trazer aos usuários maior segurança e agilidade sob suas informações voltado a area de saude. A ideia inicial surgiu da necessidade de um plano de saúde ou atendimento médico, a solução encontrada foi criar um sistema onde você possa vender a força computacional do seus aparelhos seja computador, notebook, ou smartphones em troca de um ativo chamado XXXX, o qual será aceito em hospitais, farmácias, odonto, academias e clínicas particulares que utilizarem o sistema (Instituições parceiras).
INTRODUÇÃO
1.1 O que é Blockchain? E a tecnologia por trás da moeda digital Bitcoin, que desde 2009 vem ganhando o uso de uma forma generalizada tanto no setor de finanças quanto para sistemas descentralizados, com uma variedade de blockchains que habitam negócios e serviços ainda estão a entrar nesse mercado. A tecnologia blockchain é usada para compartilhar um registro de transação em uma rede de negócios sem ser controlada por qualquer entidade. O livro-razão distribuído facilita a criação de relacionamentos comerciais sem exigir um ponto central de controle. A tecnologia coloca privacidade e controle de dados nas mãos do indivíduo. Confiança e integridade é estabelecida sem dependência de terceiros intermediários.
1.2 Como Blockchain está mudando os mercado Fintechs. Atualmente, as transações digitais ocorrem com a ajuda de tokens. Este é um código exclusivo gerado por um terceiro (como Visa ou Mastercard, por exemplo) e é compartilhado com o solicitante de token (o revendedor do qual você está comprando) e o emissor da conta (o banco do cliente). Os tokens tornam as transações on-line mais seguras ao esconder os dados reais de identificação do cliente. Uma vez que o token é gerado por um terceiro que, por si só, não possui informações sobre a transação, não há espaço para qualquer tipo de dados que possam ser utilizados por um cientista de dados. Mas isso muda com a tecnologia Blockchain. Aqui, é teoricamente possível conseguir uma posse de todas as transações que já aconteceram e isso fornece aos cientistas de dados tudo o que precisam para analisar tendências e padrões em transações on-line. Os Blockchains fornecem aos bancos e instituições financeiras a tecnologia necessária para extrair dados mais úteis do histórico de transações do cliente. Além das instituições financeiras, os Blockchains como tecnologia também têm casos de uso em várias indústrias, onde é possível aos cientistas de dados “cavarem” através de grandes quantidades de dados que estavam até agora indisponíveis para mineração. A análise de dados oriundos de Blockchains permite identificar padrões como os gastos do consumidor e identificar transações de risco muito mais rápidas do que podem ser feitas com a tecnologia atual. Através do setor de saúde, varejo e administração pública, os estabelecimentos começaram a usar o Blockchain para evitar invasões e vazamentos de dados. Nos sistemas de saúde, uma tecnologia como Blockchain pode garantir que múltiplas assinaturas sejam buscadas em todos os níveis de acesso a dados. Isso pode impedir uma repetição do como houve em um ataque em 2015 que levou ao roubo de mais de 100 milhões de registros de pacientes. Até agora, a detecção de fraudes em tempo real era um sonho. Uma vez que o Blockchain tem um registro de banco de dados para cada transação, ele fornece uma maneira para que as instituições verifiquem padrões em tempo real, se necessário. Empresas como Chainalysis e Bloq usam essa inteligência em tempo real para tomar decisões sobre dados pseudônimos. Mas todas essas possibilidades também levantam questões sobre privacidade, e isso entra em contradição direta com a razão pela qual Blockchain e bitcoins tornaram-se populares em primeiro lugar. Entretanto, para analisar isso de outra perspectiva, os Blockchains melhoram a transparência na análise de dados. Ao contrário dos algoritmos anteriores, a tecnologia Blockchain rejeita qualquer entrada que não possa ser verificada e é considerada suspeita. Como resultado, os analistas das indústrias de varejo só lidam com dados completamente transparentes. Em outras palavras, os padrões de comportamento do cliente que identificados pelos sistemas de Blockchain provavelmente serão muito mais precisos do que é hoje. Embora o Blockchain ofereça uma grande promessa para a Ciência de Dados, a verdade é que ainda não temos muitos sistemas de tecnologia baseados em Blockchain implantados em escala industrial (principalmente no Brasil). Como resultado, as oportunidades e ameaças podem não ser evidentes por pelo menos mais alguns anos até que o Blockchain se torne mais comum. Entretanto, esta é uma tecnologia que promete ser revolucionária e que trará consigo um novo universo de dados transacionais online. Os estudantes e profissionais que trabalham com dados que almejam trabalhar com Blockchain, certamente possuem um futuro glorioso ainda por vir. Na imagem a seguir, criada pela Venture Radar, estão alguns exemplos de Startups que utilizam a tecnologia Blockchain
Figura1 Exemplos de Blockchains
1.3 Infra-estrutura Atual Saúde O realinhamento de um enfoque baseado nos registros de consultas para o cuidado integral do indivíduo torna se cada vez mais complicado e burocrático no que se diz respeito a necessidade e qualidade de vida “saúde”. Onde o acompanhamento e histórico hospitalar se torna cada vez mais fraudulento e falho sob todo o sistema. A disponibilidade de um serviço ou até mesmo atendimento pronto socorro se mostra menos acessível para aqueles que necessitam de um sistema básico de saúde ou até mesmo que não possuem condições mínimas. A infraestrutura, tecnologia e educação e impostos obtidos obrigam instituições e profissionais da área de saúde encarecer cada vez mais seus serviços entre o cuidado mínimo dos indivíduos (pacientes). Grandes corporações desviam boa parte da verba inserida pelo governo para área de saúde, tornando assim o acesso cada vez mais difícil por conta de suas grandes taxas e impostos. Situações como essas são presenciada em todo o globo.
1.4 Relação paciente. O novo paradigma da saúde exige a necessidade de um atendimento eficaz e de baixo custo para que assim seja acessível para todos, trazendo um registro de informações seguras e inviolável para que os pacientes e médicos possam navegar em históricos de consultas podendo assim acompanhar seus tratamentos.
❍ Paciente : Você pode acessar seu perfil de saúde em qualquer lugar, desde histórico médico anterior a receitas exigidas. As informações serão armazenadas em uma rede blockchain não publica.
Ativo Você pode receber todos os benefícios fazendo parte da rede minerando, você pode comprar XXXX, você pode vender, trocar ou até mesmo doar nossa moeda.
1.5 Relação médico. O médico por sua vez terá um nível mais elevado, é ele quem tem o papel de trazer conforto ou até mesmo a solução de um problema trazido pelo paciente então é a partir da confirmação dele que o sistema fecha o registro, para que assim a consulta possa ser registrado no livro razão.
❏ Médico: Você pode visualizar o histórico completo do paciente desde que tenha a “chave” do mesmo ou a chave da consulta fornecida pela instituição. Seu médico pode criar uma chave consulta a chave consulta permite desde que você forneça a sua chave que o médico insira informações sobre seu prontuário uma única vez.
Ativo Você recebe pela consulta, você pode comprar XXXX, você pode vender, trocar ou até mesmo doar nossa moeda. Além de poder fazer parte da rede minerando.
1.6 Relação instituição As grandes vantagens em ser uma instituição adaptada ao sistema, e ter um controle total e 100% confiável de que suas transações entre médicos e pacientes estão sendo feitas de forma correta sem violação.
⛨ Instituições: Podem criar novas consultas, visualizar todas as fichas médicas, fichas dos pacientes e todas as consultas.
Ativo Você recebe pela consulta, você pode comprar XXXX, você pode vender, trocar ou até mesmo doar nossa moeda. Além de poder fazer parte da rede minerando.
2.Sobre o sistema.
Sistema de Saúde descentralizado. Gerenciamento de consultas pela vida toda. Prova segura de informações. Ativo p2p. Minerável. ⛏
Um sistema que permite vantagens a todos os usuários trazendo como benefício todas as informações mantidas sob tecnologia blockchain. Os usuários terão como benefício todas as suas informações em poucos cliques. Além de poder fazer parte da rede minerando as transações, reavendo seu prof-of-work (prova de trabalho) o qual poderá ser utilizado como pagamento em suas consultas ou compras de medicamentos.
Nós definimos um ativo(moeda) eletrônico como o pagamento de uma chave(consulta) eletrônica. A instituição ou médico gera chave que se confirmada o pagamento salva na rede um novo hash contendo as informações da consulta(chave). O médico por sua vez ao finalizar seu atendimento trazendo as informações como prontuário, receita médica ou até mesmo atestado confirma o hash da consulta que será validada pela chave inicial do agendamento fornecida pelo usuário (paciente). Pós sua vez ao concluir todo o ciclo criado pelo processo seguro se todas as etapas de comprovação forem aprovada, só então a rede receberá um novo arquivo a ser registrado no cadeia blockchain, gerando uma transação dentro de um bloco.
Figura 1 Diagrama de pontes
A chave da consulta é solicitada pelo usuário via plataforma a instituição fará o registro do agendamento em formato chave de consulta Hash trazendo as informações sobre valores data e hora em que houver encaixe com a agenda do médico as informações ficarão registradas no chave da consulta. Figura 2 Diagrama de ponte P2P
Nesse processo o usuário faz contato direto com o médico ou solicitado o qual também terá permissão para criação de chaves de agendamento.
Figura 3 sequência de passos
Todo processo inicia com uma solicitação de uma nova consulta HASH, seja ela feita pela instituição ou pelo próprio usuário.
Figura 4 sequência de passos. Nessa etapa a instituição solicita ao médico sua cave para ser inserido como na chave hash da consulta.
Figura 5 sequência de passos
A instituição então retorna ao cliente as informações referente a consulta com detalhes sobre valor e informações do médico.
Figura 6 sequência de passos
Nessa etapa o cliente realiza pagamento e confirma o primeiro passo.
Figura 7 sequência de passos
Após realizar pagamento o cliente/paciente deve ser atendido pelo médico o qual deverá inserir um arquivo PDF contendo as informações da consulta validando o último passo registrando o hash.
Figura 8 sequência de passos
Após confirmar as duas etapas principais o hash pode ser inserido e registrado no livro razão como uma transação válida o qual ficará gravada sem que haja alterações.
Figura 9 sequência de passos
Para consultar as informações registrada é necessário ter a chave de acesso de determinado bloco onde o hash foi inserido.
2.1 Sobre a plataforma A plataforma com uma interface limpa trará aos usuários todos os registos solicitados, sendo histórico do paciente, histórico de atendimento do médico, e histórico de transações e agendamentos das instituições.
❍ Paciente: Permite visualizar seu histórico de consultas, abrir seus agendamentos futuros ou até mesmo agendar uma nova consulta.
❏ Médico: Permite visualizar todo histórico dos pacientes, desde que tenha a chave do paciente ou a chave da consulta.
⛨ Instituições: Permite visualizar todo o histórico dos paciente e dos médicos cadastrados em sua instituição.
3.0 Implementação sistema
A implementação do sistema depende de uma rede blockchain em andamento para que ao se inscrever na nossa plataforma o sistema gere as chaves e suas permissões.
❍ Paciente: Public key - Private key ex: 18pJYCmJwpNqmwjJXXH4SJiJndPoeYTnX4 / 156jkr5ALgiMRgjKq8tBogc1BRTnR3UkqQ
❏ Médico: Public key - Private key ex: 1FyP85EtujLnBu3knn7C7V5zk8viwcupmx / 3QKsH9bddUoi5CeAwkyFcPiCfJ5hbeWRmL
⛨ Instituições: Public key - Private key ex: 3CELAf6AiZ6TLeJ1ccxtxKU9q4ELbYLHvQ / 3JQ9sabS2UNS91qzDLYvuFmUUyJFarJHws
A. Análise das Limitações do Sistema Blockchain Esses sistemas têm limitações em que a máquina virtual não tem inspeção direta além da internet, exceto através do uso de serviços de oráculos. Adicionalmente, as limitações de armazenamento da blockchain são aplicadas pelo custo de gás para armazenar e pelo custo de gás para acessar estes dados. A partir disso, o tempo do bloco estabelece um limite mínimo para solicitações de modificação do estado de pelo menos quinze segundos. A limitação da blockchain para a hospedar informação privada pode ser superada através do obscurecimento dos dados, como a criptografia, mas no caso da chave de descriptografia já ter sido vazada, não há maneira de remover os próprios dados confidenciais da blockchain.
B. Objetivos de implementação para usabilidade e segurança Os principais objetivos de qualquer sistema seguro podem ser resumidos como os objetivos de confidencialidade, integridade, disponibilidade, responsabilidade e garantia de identidade/informação. Para acomodar esses objetivos, um invasor e usuário devem ser definidos. Cada um desses papéis exige certos reconhecimentos de capacidade. Do ponto de vista do usuário, o sistema precisa ser suficientemente transparente para que nenhum conhecimento avançado seja necessário. Além disso, devido à incapacidade do usuário normal de compreender as considerações complexas de segurança cibernética, o processo precisa ser resistente às ações do usuário.
C. Definição de Hardware e Implementação da Rede Para acomodar os objetivos de projeto acima mencionados, a implementação do sistema selecionado requer vários sistemas independentes. Cada sistema subdivide a autoridade, assegura que somente as entidades autorizadas possam interagir de forma aprovada e oferece um mecanismo para aumentar a segurança e manter a disponibilidade. Este sistema também foi concebido de tal modo que o escalonamento pode ser facilmente realizado através da adição de esquemas de chamada hierárquicos. Estes sistemas são completamente descritos em detalhe abaixo. A entidade que enfrenta o público é um Servidor de Chamada de Procedimento Remoto (Remote Procedure Call - RPC) que atua como uma interface para uma implementação privada da Blockchain da Ethereum (permissão blockchain). Esta rede de nós da blockchain, só está autorizada a interagir com os outros nós da blockchain, uma entidade de chave autoral, uma instalação de armazenamento compatível com a CP e o Servidor de RPC. A entidade de criação da chave é o recurso que gera pares de chaves públicas/privadas para uso na blockchain. A instalação do armazenamento compatível com a CP hospeda os dados reais que constituem informações eletrônicas privadas de saúde. Quando uma solicitação de dados ocorre, o sistema compatível com a CP pode ser autorizado a falar com o agente de encaminhamento, que re-roteia os dados de volta para o servidor de RPC. Alternativamente, ele pode ser estruturado de modo que o armazenamento da CP fale diretamente com o servidor de RPC. Cada implementação tem benefícios que devem ser considerados antes da seleção final. Em quaisquer casos, a instalação de armazenamento da CP descriptografa as porções relevantes da base de dados após a manuseio da solicitação. Esta informação codificada é então recodificada utilizando a chave pública da parte solicitante para a transmissão. Esta chave pública é também a chave pública do contrato que atua como a interface de controle da blockchain para os dados da. O que se segue é um diagrama da topologia da rede.
E. Definição da Implementação do Software Além do isolamento físico de sistemas na implementação de hardware e rede, o controle de acesso do software facilita a integridade dos dados e a verificação da autorização para entidades solicitantes. O sistema do software, a partir da perspectiva do controle de acesso e da criptografia de dados, é descrito a seguir:
Figura 3: Topografia da rede blockchain
O banco de dados compatível com a CP aceitará apenas conexões de entrada do expedidor da CP. Isso garante que o fluxo de tráfego seja isolado para caminhos conhecidos controlados. O expedidor da CP agirá apenas para encaminhar uma solicitação para a instalação de armazenamento da CP enquanto uma transação válida ocorreu na blockchain e essa transação resultou na emissão de um evento solicitante. Este evento solicitante precisa conter a chave pública do solicitante e os campos de dados solicitados. Finalmente, o servidor de RPC usa uma Interface de Programa de Aplicativo (API) controlada por acesso, de modo que somente usuários conhecidos possam interagir com o servidor. Para entender a hierarquia de chamadas do sistema, a estrutura do contrato para facilitar o controle do acesso deve ser abordada antes. Cada usuário no sistema faz um mapa para um endereço privado na blockchain privada. Todos os endereços privados só estão autorizados a falar directamente com um contrato na blockchain. Este contrato é o contrato de classe do indivíduo. Instituições, médicos da instituição e clientes são objetos de nível de classe.
3.1 Permissões de acesso. Esses objetos de nível de classe são interfaces com permissão. O Contrato de Instituição tem uma lista de todos os clientes que concederam privilégios de visualização à instituição e cada contrato de cliente tem uma lista de todas as instituições às quais concedeu permissão. O contrato da instituição possui funções que facilitam a revogação de permissões para a instituição, a partir do usuário. O contrato institucional não pode alterar esta lista, impedindo assim o acesso não autorizado a registros individuais. Além disso, o Contrato de Instituição possui uma lista de empregados autorizados que é totalmente capaz de manter. Este esquema de permissão idealmente deveria funcionar de modo que a revogação automática de uma permissão seja realizada em intervalos semi-regulares para evitar que uma instituição inadvertidamente preserve os direitos de acesso de ex-funcionários. Dentro deste sistema, todas as partes externas interagem através da submissão de transações assinadas que codificam a chamada solicitante. Essas transações são enviadas através do servidor de RPC após a validação do usuário. O servidor de RPC envia essas solicitações para o servidor de agregação de dados que, em seguida, encaminha essas solicitações para os mineiros com base em um mecanismo de compartilhamento de carga. Os mineiros, em seguida, processar o pedido, submetendo a transação em nome do autor da chamada para o contrato de controle da parte respectiva. Este contrato contém as permissões dos dados que a entidade está autorizada a acessar internamente no contrato. Este contrato é a única entidade que aceitará uma transação de um pedido externo. Deste modo, é estabelecido um mecanismo para controlar completamente as operações de chamada na blockchain. Para qualquer transação, é criado um registro imutável do autor da chamada. Isso garante que todas as tentativas de acesso a informações sejam registradas. Os dados reais armazenados dentro do contrato de usuário é um sistema de indicadores de hash que quando resolvido pelo servidor de armazenamento da CP resultam no retorno dos dados apropriados. Essas informações são borbulhadas até o remetente da CP pela execução de uma transação de solicitação válida. O mecanismo que facilita essa comunicação é indireto e se manifesta através do sistema de mensagens da blockchain. Devido à limitação de que o solicitante só pode consultar o banco de dados por uma transação válida, e o usuário não pode alterar diretamente suas próprias informações, controle de acesso é justificado. Do ponto de vista das instituições, os mecanismos são semelhantes, exceto o contrato de instituição que hospeda uma lista de usuários de quem pode solicitar dados e uma lista de usuários que podem interagir com esta instituição como funcionários. Quando uma transação de solicitação se origina no contrato de um funcionário da instituição, o contrato de controle chama o contrato da instituição, que chama o contrato do usuário para solicitar os indicadores de dados que resolvem o ePHI. Enquanto a instituição estiver na lista de instituições aprovadas para o usuário, o contrato retornará os indicadores de hash apropriados. Estes indicadores são então publicados como uma mensagem de evento que novamente borbulha até a instalação de armazenamento da CP. Para maior clareza, o processo completo de uma única solicitação é o seguinte: A parte externa solicita dados do serviço chamando o servidor de RPC com uma transação criptograficamente assinada para a submissão para a blockchain. O servidor de RPC verifica a identidade da parte externa através da assinatura de uma solicitação de login. Enquanto a assinatura corresponder a uma entrada no banco de dados de chaves públicas autorizadas, o servidor de RPC aceita a solicitação e envia a solicitação a Máquina de Agregação de Dados (Data Aggregate Machine). A Máquina de Agregação de Dados então submete os pedidos aos verificadores privados da blockchain. Os verificadores recebem o pedido como uma chamada de uma conta da blockchain contra um contrato de destino. Os verificadores executam essa chamada e, no caso de a solicitação ser uma ação permitida, a transação é inserida no bloco seguinte. Esta transação também provoca a emissão de uma mensagem de evento na blockchain. Essa mensagem de evento é observada pelo expedidor da CP, que atua para criar uma solicitação criptografada contra o armazenamento da CP com base nos hashes da mensagem de evento. Essa mensagem também contém a chave pública do solicitante. O sistema de banco de dados compatível com a CP observa esse pedido e transmite uma cópia criptografada das informações para o servidor de CP usando a chave pública do solicitante. O servidor de RPC retorna essas informações para a parte solicitante remapeando o IP solicitante para a chave pública na mensagem. O servidor de CP transmite essa mensagem sem nunca ter visto os dados subjacentes. Esses dados são imediatamente destruídos pelo servidor de RPC, garantindo assim que o servidor CP atue como um canal que não precisa ser compatível com a CP. O mecanismo para publicar os dados é novamente de natureza semelhante, porém os dados a serem enviados são criptografados com a chave pública da instalação de armazenamento da CP. As outras operações são idênticas, exceto os dados que estão sendo postados que borbulham através do sistema de mensagem de evento. Assim, devido ao uso de funções de hashing de colisão baixa e de nonces com carimbos de data/hora, os dados podem ser armazenados com o contrato sendo capaz de computar o endereço em que os dados submetidos estão localizados dentro da instalação de armazenamento da CP. Finalmente, a distribuição de chaves privadas para entidades deve ser tratada. Isto pode ser facilitado através de meios ópticos para os utilizadores de smartphones. Isto é análogo ao uso de códigos QR como endereços para endereços na Ethereum. Meios alternativos também podem ser estabelecidos usando aplicativos em computadores de mesa e dispositivos tablet/smartphone. A perda de uma chave não é um evento catastrófico, devido à capacidade de remover administrativamente o controle do acesso de um contrato de controle de uma chave e conceder outra.
3.3 Interoperabilidade Os sistemas de BC são baseados em uma arquitetura de validação de credenciais isolada na qual os dados das instituições serão separados em cada um dos sistemas. No entanto, o acesso das informações da principal organização do Provedor às outras organizações é apenas via capacidade limitada em instâncias casos como Ler, Propor, Enviar ou Notificar. Além disso, o Paciente tem muito pouca interação ou envolvimento nessa troca de informações além de visualizar seu histórico. Qualquer erro relacionado com a comunicação incorreta ou errada é muito difícil de corrigir. Uma vez que uma blockchain e seus contratos inteligentes são configurados, os parâmetros tornam-se absolutos. O paciente torna-se o principal intermediário no envio e recebimento de informações de saúde negando a necessidade de atualizações freqüentes e solução de problemas de qualquer software. Como os registros da blockchain também são imutáveis e armazenados por todos os usuários participantes, as contingências de recuperação são desnecessárias. Além disso, a estrutura de informação transparente da blockchain poderia abolir muitos pontos de integração de troca de dados e atividades de relatório demoradas.
3.4 Processo e Escalabilidade Os usuários estão no controle de todas as suas informações e transferências, o que garante dados de alta qualidade, completos, consistentes, pontuais, precisos e amplamente disponíveis, tornando-os duráveis e confiáveis. Devido à base de dados descentralizada, a blockchain não tem um ponto central de falha e é mais capaz de suportar ataques maliciosos. Em qualquer rede de cuidados de saúde é necessário garantir que os participantes que estão trabalhando em conjunto podem depender uns dos outros para fornecer os serviços necessários que se espera deles. Para isso, deve haver um meio de assegurar a prestação de contas de tarefas e serviços esperados sejam entregues em tempo hábil e também a responsabilidade associada caso não forem entregues em tempo hábil ao nível de qualidade esperado. Assim, qualquer infra-estrutura de cuidados de saúde tem que ter a competência de perfeitamente ser capaz de monitorar as informações necessárias para permitir que o principal provedor de cuidados avalie a sua rede de cuidados. Além disso, à medida que a rede de cuidados de saúde cresce e essa interação entre as redes de provedores de cuidados aumenta a infraestrutura dos cuidados de saúde deve ser capaz de abordar esta escala de forma eficaz. O aspecto chave para a construção de um sistema de Gerenciamento de Cuidados 12 altamente escalável e distribuído é um quadro arquitetônico peer-to-peer. Essa estrutura já foi usada em vários segmentos da indústria como mídia, esportes, mercado imobiliário, cadeia de suprimentos e outros, a blockchain pode ser facilmente um conector de software complementar para frameworks centralizados existentes. Isto nos levou a explorar a utilização do framework da blockchain para a sua aplicabilidade para ajudar a permitir uma estrutura peer-to-peer para os cuidados de saúde. A Blockchain tem a promessa de validar duas ou mais entidades envolvidas em uma "transação de saúde". Isso fornece dois atributos-chave em comparação com um modelo de autenticação centralizada. A primeira é que as partes interessadas podem se envolver em um "nível de transação" de "relação de confiança". A segunda é que a exposição da obrigação em tal relação é limitada apenas ao envolvimento de "nível de transação". Isso é muito útil, pois limita o acesso de informações e responsabilidades entre as partes envolvidas e, ao mesmo tempo, permite que uma parte entre em uma relação de transação com um número de outros provedores com base em suas capacidades específicas e tipo de atendimento a ser entregue ao paciente. Isto é significativamente melhor do que os sistemas centralizados convencionais que têm a necessidade de limitar o número de provedores para uma ampla gama de necessidades de pacientes devido ao esforço necessário para gerenciar o acesso e as obrigações.
3.5 Troca de Informação sobre Saúde e Tokens Para o Brasil se afastem com sucesso do modelo de taxa por serviços burocráticos para o atual modelo baseado em valores, tem que haver uma infraestrutura de TI de saúde que permita às organizações vincular qualidade, valor e eficácia de intervenções médicas através de um modelo de remuneração respeitável. A compensação irá se basear na eficácia da rede dos provedores de serviços em conjunto para garantir a melhoria da qualidade dos cuidados e bem-estar e, ao mesmo tempo, reduzir os custos de cuidados associados. Para incentivar verdadeiramente os diferentes participantes na rede a criar proativamente melhores regimes de assistência, uma compensação baseada no mérito de economias compartilhadas (reembolsos) entra em vigor. A fim de alocar efetivamente uma parte proporcional ao provedor na rede que mais contribuiu para a economia global, um monitoramento claro de sua contribuição é mensuravelmente executado por contratos inteligentes na rede da blockchain. Outro impacto-chave do novo paradigma de saúde é o modelo de compensação onde os provedores são elegíveis para receber compensação adicional além do cuidado prestado. Esta compensação é o resultado de economias que são geradas com base na forma de quanto os provedores gerenciam os resultados dos cuidados do paciente (incentivos). Qualquer economia gerada através de uma gestão eficiente do cuidado do paciente pode ser mantida pelos provedores e seus parceiros de rede como parte do aspecto de economia compartilhada do novo paradigma de saúde.
Nossa proposta dá a capacidade dos pagadores de transferir tokens como incentivos para os provedores que alcançam essas métricas de qualidade. A capacidade de acompanhar e gerenciar contratos inteligentes em que os benefícios podem ser resgatados com facilidade, fornecendo a qualidade necessária para provedores e pacientes participarem ativamente de uma colaboração recíproca. Contrariamente, se um ou mais participantes falharem, penalidades apropriadas por meio de obrigações também podem ser cobradas com a mesma facilidade. Esta aproximação da qualidade/bem estar fornecerá o impulso necessário que é preciso para deslocar a indústria de cuidados médicos de uma mentalidade da gerência da doença a uma mentalidade de estilo de vida bem-estar. Daí em diante, tokens emitidas pela XXXX (XXX), vão ser o token nativo da plataforma da XXXXX. Em troca de tokens XXX, os usuários serão capazes de usar a rede para alugar espaço de armazenamento de informações de saúde, e para executar pagamentos e transações nos contratos inteligentes de saúde. Acreditamos firmemente que usar um token seja o melhor sistema de pagamento para suportar esta infra-estrutura no futuro próximo. O futuro é um ecossistema vibrante de muitos tokens, para os quais a saúde precisará de um sistema de pagamento em ciclo fechado. O resultado será um ciclo de feedback positivo do círculo de gerenciamento de cuidado eficiente com diminuições significativas em bilhões de dólares atualmente atribuídos à fraude de pagamento de saúde. O sistema também incentiva as grandes organizações com amplo armazenamento de servidores a trocar tokens com organizações de saúde de pequeno e médio porte que precisam de acesso direto à rede de saúde da blockchain sem a implementação direta de um nó. No entanto, as novas políticas de saúde fornecem o potencial para incentivar os provedores a trabalharem juntos para melhorar as vias de atendimento, as atuais arquiteturas de EHR ficam aquém desta habilidade, assim, a simples concessão ou recebimento de tokens facilita esse processo. Portanto, o valor dos tokens está vinculado ao volume de transações executadas na rede. À medida que a rede XXXXX aumentar consistentemente as transações de tokens, a demanda por token aumenta, resultando em aumento de valor.
Distribuição
Referências:
http://www.businessinsider.com/ripple-progresses-blockchain-tech-high-profile-partners-2017-7
http://joseguilhermelopes.com.bblockchain-e-a-ciencia-de-dados/
https://www.forbes.com/sites/danmunro/2015/12/31/data-breaches-in-healthcare-total-over-112-million-records-in-2015/#6fdc12237b07
https://www.ventureradar.com/
https://www.chainalysis.com/
https://www.bloq.com/
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